Existem descobertas históricas e arqueológicas que deveriam se tornar famosas, divulgadas e mais pesquisadas automaticamente após serem registradas. Penso que o caso da estrutura descoberta em Calçoene (no Amapá) é um desses casos.
Trata-se do chamado Observatório Astronômico de Calçoene. Para notar o grau de importância, é frequentemente chamado de "Stonehenge brasileiro". O tal observatório é uma construção de indígena, que supõe-se ter entre 500 a 2 mil anos, criada ao organizar grandes rochas. Distribuídas da melhor forma possível para atingir os interesses astronômicos do grupo humano que desenvolveu a estrutura. Especialmente tendo a expectativa do solstício de inverno.
Na região acima da linha do Equador (a região do Hemisfério Norte do Globo) o solstício de inverno é em dezembro. Especificamente entre 20 e 22 de dezembro. O atual Estado do Amapá, região onde se encontra o observatório, é localizado nesse hemisfério.
Os pesquisadores que iniciaram os estudos dessa construção com rochas puderam identificar que, de fato, ela era uma busca pela observação do solstício de 21 de dezembro. Nesse dia, o hemisfério tem o dia mais curto e a noite mais longa do ano, com o início do inverno.
As estrutura, criada com a sabedoria indígena sobre os astros, marca e observa o Solstício de dezembro. Redescoberta em 2005 (em dezembro!), ainda não possui grande atenção midiática, popular, de investimentos em pesquisa ou como atração histórico-cultural. Pelo menos, não quanto poderia.
Uma fotografia do observatório aparece a seguir. Para saber mais sobre esse tema, e outras estruturas com rochas criadas na região, recomendo o livro "Os monumentos megalíticos do Amapá", do arqueólogo João Darcy de Moura Saldanha. Disponível na Biblioteca do Senado de forma gratuita:
https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/661905/Monumentos_Megaliticos_Amapa.pdf.
| A "Stonhenge" brasileira, em Calçoene. Foto de |
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