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Leitura de The Fury Of Sunsets, de Anne Sexton

 



Leitura de poesia de Anne Sexton. The Fury Of Sunsets é minha poesia preferida de Sexton. Publicada originalmente em 1974, faz parte da obra "The Death Notebooks". Anne Sexton ganhou uma tradução recente em português pela Editora Relicário, intitulada "Compaixão". Na coletânea, com tradução da também poeta Bruna Beber, não consta esta poesia.




O interesse pela Arte e Filosofia daqueles que não possuem fama

 


Algumas vezes fico refletindo sobre o meu interesse pela Arte e pela Filosofia daqueles que não são conhecidos por um grande número de pessoas ou pela maioria das pesssoas. Que não possuem a chamada "fama".

Tenho muito apreço em admirar uma poesia, uma pintura, um desenho, e o pensamento de pessoas que não são conhecidas. Acredito que isso parte de meu interesse pela expressão artística e filosófica do indivíduo que faz o que faz por conta de não conseguir não fazer. Os artistas e pensadores que se expressam por anos e possuem 7, 10, 12 visualizações muito provavelmente não fazem o que fazem por querer algo, mas apenas porque precisam se expressar.

Sou admirador da Arte que surge como expressão do Ser do indivíduo. Aquela Arte que existe porque o seu criador se angustiaria caso não criasse. O mesmo para a Filosofia. Reconhecendo Filosofia como uma forma de observar e compreender o mundo. Tomo a noção de Julio Cabrera de que não existe um povo sem uma Filosofia. Talvez esteja modificando o pensamento de Cabrera, mas faço isso para expressar o meu próprio. Creio que todos os indivíduos, com um funcionamento minimamente suficiente dos processos cerebrais, possuem uma Filosofia, seguindo a ideia de Filosofia que expressei anteriormente. Até os Sofistas são Filósofos. Até os que dizem não ter Filosofia. A Filosofia me parece mais uma realidade ontológica da Natureza humana. Diferente da Política, que pode ser uma opção. Mas não quero agora explicar o que compreendo a partir do conceito de Política.

Volto ao tema do meu apreço pelos que não possuem fama. Saber o que pensa um indivíduo que postou suas ideias em um blog com 2 acessos apenas me é muito valioso. Ou alguém que expressou em um vídeo aquilo que pensa sobre sua própria existência ou sobre a existência de tudo que há. Ler a poesia dos poetas com dez acessos também me agrada. Mas já aprendi a contemplar a obra sem ir em busca de conhecer o artista. Refiro-me a conhecer pessoalmente, conversar, etc. Prefiro admirar a Arte e ignorar a realidade que é o artista em Si mesmo. É mais fácil contemplar positivamente o Ser quando ele É de uma certa distância. Não distância em metros, mas em conhecimentos.

Admiro a Arte de Tiziano e daqueles que nunca verei os desenhos.

Valorizo a Filosofia de Cabrera e dos que pensam igual e não são lidos, ou nem escrevem.

Lembro que ontologicamente temos todos o mesmo valor, ou não valor. 



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